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<title>Gerald Thomas &amp; Dry Opera Company</title>
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<table style="margin:0 auto;" class="main"  cellspacing="0" cellpadding="0">
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<tr>
<td class="press2"><p><b>M&ocirc;nica Bergamo</b></p>

<img src="/images/press/131007.jpg">

<p class="credit">Gerald Thomas na pra&ccedil;a Roosevelt, pouco antes do espet&aacute;culo "A Breve Interrup&ccedil;&atilde;o"<BR>Marlene Bergamo/Folha Imagem</P>

<p>SATYRIANAS</p>

<H1>Brasileiro adora esmola</H1>

<p>"&Eacute; o m&iacute;nimo, cara! O microfone &eacute; o m&iacute;-ni-mo! N&atilde;o t&ocirc; pedindo nada demais!", gritava o diretor Gerald Thomas, anteontem, na pra&ccedil;a Roosevelt, minutos antes de apresentar "A Breve Interrup&ccedil;&atilde;o". O espet&aacute;culo, num palco montado dentro de uma tenda com 160 "poltronas" de pl&aacute;stico, abriu o projeto Satyrianas, s&eacute;rie com 78 pe&ccedil;as gratuitas em SP (s&oacute; na quinta, depois de Gerald, outros 39 espet&aacute;culos foram apresentados at&eacute; as 5h da manh&atilde; de sexta). "Eu levei 30 anos pra ser amador", dizia Thomas, que mora em Nova York e acaba de se apresentar em C&oacute;rdoba, na Argentina. Enquanto esperava microfones mais altos para a pe&ccedil;a, conversou com a coluna:</p>

 

<p><b>FOLHA</b> - Pode falar agora?</p>
<p><b>GERALD THOMAS</b> - J&aacute; t&ocirc; falando.</p>

<p><b>FOLHA</b> - As Satyrianas n&atilde;o tem patroc&iacute;nio, n&atilde;o recorrem a leis de incentivos fiscais, o publico ve as pe&ccedil;as de gra&ccedil;a. &Eacute; uma forma de "protesto" e de criar algo alternativo �s mega produ&ccedil;�es e ingressos caros?</p>

<p><b>GERALD THOMAS</b> - Eu n&atilde;o entendo de lei. Entendo de ditadura. E isso est&aacute; virando uma ditadura xenof&oacute;bica e ideol&oacute;gica. Se voce pensa como eles, est&aacute; dentro. Se n&atilde;o, fora.</p>

<p><b>FOLHA</b> - &Eacute; um problema s&oacute; do governo atual ou do modelo de financiamento?</p>

<p><b>GERALD THOMAS</b> - Olha, eu n&atilde;o sei quem "t&aacute;" errado. Voce acha que eu vou me meter nessa coisa de partido? A quest&atilde;o &eacute; que tem que ter revolu&ccedil;&atilde;o. Na Argentina, por exemplo, o povo &eacute; bem mais revolucion&aacute;rio. Aqui, o povo aceita... &eacute;... como &eacute; o nome disso? [pede ajuda a um membro da produ&ccedil;&atilde;o da pe&ccedil;a] &Eacute;... Bolsa Fam&iacute;lia! Isso! Esmola! Brasileiro adora esmola.</p>
 
<p>
Do lado de fora da tenda, uma moradora de rua, cheirando cola, come&ccedil;a a gritar: "Ahhhhh!" E Thomas: "Ser&aacute; que a briga &eacute; por convite? Ou eles pensam que a fila &eacute; pra distribuir Bolsa Fam&iacute;lia? N&atilde;o! Deve ser o Jos&eacute; Dirceu e o [cineasta Luiz Carlos] Barreto correndo!"</p>

 

<p>&Agrave;s 18h15, Thomas sobe ao palco com microfone -n&atilde;o o que gostaria, porque a produ&ccedil;&atilde;o n&atilde;o conseguiu alugar outro-, come&ccedil;a a discursar e... trope&ccedil;a numa x&iacute;cara, o unico elemento do cen&aacute;rio. "Isso &eacute; merda pra gente", diz. "E eu vou revelar quem t&aacute; botando grana aqui. Qual &eacute; mesmo a companhia de telefone que est&aacute; botando grana aqui? Algu&eacute;m sabe?" A plat&eacute;ia cai na risada e aplaude. "Esse aplauso t&aacute; uma merda!" Em seguida, a pe&ccedil;a come&ccedil;a: dois cr&iacute;ticos de teatro (Alberto Guzik, hoje ator e diretor, e S&eacute;rgio Salvia Coelho, da Folha) s&atilde;o amarrados no palco. "Todo cr&iacute;tico merece ser amarrado. Eu sempre quis fazer isso", diz Thomas.</p>


<br><br>
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</td></tr>
</table>
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</html>


Anon7 - 2021