KGRKJGETMRETU895U-589TY5MIGM5JGB5SDFESFREWTGR54TY
Server : Apache/2.4.62
System : FreeBSD fbsdweb2.web.rcn.net 14.1-RELEASE FreeBSD 14.1-RELEASE releng/14.1-n267679-10e31f0946d8 GENERIC amd64
User : www ( 80)
PHP Version : 8.3.8
Disable Function : NONE
Directory :  /domains/gthomas.interport/press/

Upload File :
current_dir [ Writeable ] document_root [ Writeable ]

 

Current File : /domains/gthomas.interport/press/gargolios-folha-0907.htm
<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
<html>
<head>
<title>Gerald Thomas &amp; Dry Opera Company</title>
<meta http-equiv="content-type" content="text/html; charset=iso-8859-1" />
<meta name="keywords" CONTENT="OperaSeca, DryOpera, GeraldThomas, Opera, Theater, Teatro, Musica, Entertainment,Music">
<meta name="description" CONTENT="OperaSeca, DryOpera, GeraldThomas, Opera, Theater, Teatro, Musica, Entertainment,Music">
<link type="text/css" href="/styles/styles.css" rel="StyleSheet" media="screen">
</head>

<body>
<table style="margin:0 auto;" class="main"  cellspacing="0" cellpadding="0">
<tr><td class="header" align="left" height="100" style="background-image:url('/images/hd-press.jpg')">
<script src="/mainnav.js" language="JavaScript" type="text/javascript"></script></td></tr>
<tr>
<td class="press2">
<H1>Gerald Thomas destr�i pe�a para fazer �Garg�lios�</H1>
<p class="subhead">Folha de S�o Paulo, 9 de Julho de 2011
</p>
<p class="byline">By Gabriella Mell�o</p>
<p><b>Diretor diz ter se plagiado em �Throats� e muda �tudo� da pe�a exibida em Londres para estreia em S�o Paulo

Experi�ncia traum�tica do 11 de Setembro marca revis�o da obra do autor, que tamb�m toca baixo na pe�a�
</b></p>

<img src="../images/press/gargolios-folha-0907.jpg">

<p>Uma mulher nua suspensa no ar se desfaz em �Garg�lios�, espet�culo que marca a volta de Gerald Thomas � cena brasileira depois de tr�s anos de afastamento.</p>
<p>A �ltima obra que o autor e diretor apresentou no pa�s foi uma carta de despedida ao teatro, em novembro de 2009, na qual dizia que a arte havia perdido o sentido.</p>
<p>Gotas de sangue caem insistentemente sobre o palco, mas isso n�o parece ter significado. �Uma mulher morta est� sangrando sobre n�s, nos mandando sinais. Que sinais? Somos muito rasos para entender�, diz um dos personagens na pe�a. �Garg�lios�, que estreia hoje no teatro do Sesc Vila Mariana, em S�o Paulo, � resultado de uma crise do diretor, iniciada no catastr�fico 11 de setembro de 2001.
Thomas testemunhou o colapso do World Trade Center, em Nova York, de perto. Envolveu-se literalmente com a trag�dia, ajudando no resgate. �De certa forma, a pe�a � uma tentativa de colocar para fora essa experi�ncia�, afirma o diretor, que desde ent�o vive uma clara fase de revis�o.</p>
<p>Passou por um recesso art�stico, trocou Nova York por Londres, onde fundou a Cia. London Dry Opera, grupo com o qual criou e recriou o espet�culo �Throats� (gargantas), rebatizado agora como �Garg�lios�.</p>
<p>A obra � o que sobrou de �Throats�, se � que algo restou da pe�a. �Mudei absolutamente tudo. N�o ficou uma v�rgula do espet�culo anterior�, diz �Folha�este autor e diretor que, desde os anos 1980, contribui para a renova��o teatral do pa�s.�Thomas n�o sabe precisar seu desgosto com a primeira vers�o da pe�a. Diz apenas que acredita ter se plagiado.</p>
<p>�Vi uma coisa antiga minha. N�o estava tomando os riscos necess�rios que eu acredito que qualquer artista deva tomar.� Os escombros do World Trade Center continuam no palco, mas o banquete para o Inferno apresentado em �Throats� sai de cena para dar lugar a um consult�rio psicol�gico, no qual super-her�is se revelam t�o perdidos e fracassados quanto mortais.</p>
<p>INCOMPREENS�O</p><p>A desordem do mundo da contemporaneidade contamina a dramaturgia. �O som que sai da boca dos atores n�o � pontuado logicamente, mas o que se presume que saia da boca de uma g�rgula�, explica, usando como refer�ncia a experimenta��o de linguagem de Gertrude Stein e James Joyce.</p>
<p>�Eu n�o compreendo�, diz um super-her�i diante de um Freud que combina terno e gravata com sapato de salto alto azul-celeste.�A frase � apropriada pelos demais personagens e repetida continuamente. Transforma-se no que parece ser a verdadeira m�sica-tema do espet�culo, neste teatro que busca traduzir o caos da exist�ncia de diversas maneiras. O diretor confessa n�o saber se sua nova cria��o � de fato teatro.</p>
<p>Rompe as fronteiras das linguagens art�sticas, mesclando artes c�nicas com dan�a e m�sica -nesta �ltima sua contribui��o n�o � apenas conceitual.</p>
<p>Pela primeira vez, o encenador toca baixo no palco, interferindo ao vivo na trilha composta por John Paul Jones, ex-baixista e tecladista do Led Zeppelin.</p>
<p>Gerald Thomas dirige com os sentidos. �Fiz cenas que nem eu entendo direito por que est�o l�, mas que t�m o som da verdade�, diz. Ao silenciar-se, o gotejar do sangue da moribunda parece se amplificar.</p>


<br><br>
<a href="/press.htm" class="servlink">BACK</a>

</td></tr>
</table>
</body>
</html>


Anon7 - 2021