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<title>Gerald Thomas & Dry Opera Company</title>
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<td class="press2">
<p>28/09/2008 - 16:10</p>
<h1>PED�FILOS</h1>
<p class="subhead">PED�FILOS � Parte 1 e DOW Jones CAI 600 pontos HOJE. Leia em baixo, em ingl�s, parte da rejei��o - do NY Times</p>
<p>O n�o dito sempre foi mais interessante do que o dito expl�cito. As pessoas insistem em discutir isso e aquilo sobre a vida particular de outras pessoas e POLICIAM o posicionamento que tomo em rela��o a isso ou aquilo. Chamo isso de INVAS�O: de curra, de estupro!</p>
<p>Eu insisto sempre em desdizer tudo, pois estou na contram�o desde que nasci. Eu disse: CONTRAM�O!</p>
<p>Por que diabos QUESTIONAM? Melhor ainda: com que DIREITO questionam a minha vida pessoal? Se sou amigo desse ou daquele? Se tomo essa posi��o ou se �fico� nessa ou noutra posi��o? (ha!) COMO algu�m se METE na minha vida? (epa!) Quem tem esse direito?</p>
<p>Digo isto em resposta a emails recentes furiosos que recebi de todos os lados porque defendi, defendo e defenderei o livro, o ser humano e a exist�ncia do escritor expressionista e intelectual Reinaldo Azevedo. Assim como me colocaria a favor de Jackson Pollock e Marcel Duchamp (ou preencham os par�nteses com o nome de quem tem ou teve VOZ!)</p>
<p>J� vejo as cartas entrando: �Como? Voc� v� o Reinaldo como um Jackson Pollock?� A Internet � rasa demais para uma primeira vista. Ela � m�ope! Mas, com o passar dos dias, a poeira vai baixando. As pessoas v�o relendo o texto. V�o entendendo o que quero dizer. E o que quero dizer? Hein? O que quero dizer? Tenho um leque ecl�tico, ecletic�ssimo de amigos e de pessoas que admiro. E NINGU�M TEM PORRA NENHUMA A VER COM ISSO! O posicionamento pol�tico deles vai desde da cren�a em Dalai Llama at� Jesus Cristo ou ate�smo total. E da�? Tenho amigos que se trancam em casa no Shabath, �s sextas � noite.</p>
<p>Tenho amigos que est�o em jejum, agora no final do Ramadan, feriado isl�mico. Tenho amigos artistas, n�o artistas, porteiras, portas, porcas, orcas, c�s, as, s� De Melville pra baixo todos os mam�feros s�o, em princ�pio, interessantes para algu�m que escreve para o palco.</p>
<p>Poucos s�o amigos. Esses s�o poucos. Reinaldo � um dos poucos.</p>
<p>Quantas pessoas neste nosso mundo T�M UMA VOZ?</p>
<p>Quantas pessoas PEITAM um sistema? O peitam com coer�ncia, s�o fieis ao seu pr�prio tipo de humor picante e de uma intelig�ncia rar�ssima e �invejante� (termo que saiu agora: aqui em Miami, os termos saem, escapam)?</p>
<p>Claro que Jackson Pollock nada tem a ver com Jackson Pollock. Reinaldo tamb�m nada tem a ver com o pr�prio Reinaldo. Eles mesmos variam de dia para dia. Pollock est� morto. Reinaldo, espero, nos acompanhar� por mais 139 anos. Pollock nos marcou pelo expressionismo abstrato, a turma da �Cedar�s Tavern� de Clement Greenberg, uma turma radical que N�O ADIMITIA FIGURATIVISMOS. Eles vomitariam aqui na Art Deco de Miami. Ali�s, eles vomitavam muito.</p>
<p>Mas, voc�s perguntam: o que tem os ped�filos com isso? Chego l�.</p>
<p>J�, n�o! Gosto e admito Greenberg, Harold Rosenberg, Reinaldo (cujo livro espero que vire uma enciclop�dia!). E por que isso deixa tanta gente furiosa? Por que eu deveria ser um cara MUITO LOUCO, cabeluda�o, armas na m�o com uma camiseta de Che Guevara cobrindo meu torso?</p>
<p>PED�FILOS, agora sim!</p>
<p>Olhem s� que chocante: andando aqui pela Lincoln Road, a rua de pedestres e pederastas, a �fauna� e a t�pica armadilha de turista, diferente de Ocean Drive, eu sendo filmado por uma equipe de documentaristas, notei que uns �pimps� (cafet�es) estavam, literalmente, prostituindo meninos e meninas, como dizia Renato Russo.</p>
<p>Tinha crian�as soltas para serem �alugadas� em plena Lincoln Road depois de meia-noite, em Miami Beach! O que fazer? A pol�cia sabe. �bvio que sabe. Aqui � o santu�rio, uma esp�cie de o�sis onde tudo pode. Por um lado, esse �cano de escape� � necess�rio. Por outro, eu fico pensando� Os piores crimes acontecem ocultamente. Acontecem atrav�s da internet, quando ningu�m est� olhando no interior de, digamos, North Dakota� e do Brasil. O Brasil � o segundo NO MUNDO em crimes contra� quero dizer� SEGUNDO NO MUNDO na quest�o de EXPLORA��O de SEXO infantil. Caramba! O medo que eu tenho que a M�y l� no Rio seja� N�o, essa frase n�o ser� conclu�da.</p>
<p>N�o tenho estat�stica, n�o tenho n�meros, mas tem 4 andares do FBI em Washington DC s� para isso, digo, para TRACK DOWN esses criminosos!</p>
<p>Como tenho uma �crian�a�(dentro de mim e outra no Rio) isso me deixa em estado de CHOQUE.</p>
<p>PENA de MORTE! Ou, corta o pau fora.</p?
<p>Antes de sair de NY, um cap�tulo de Law & Oder SVU me deixou particularmente chocado. � quando o detetive Eliot Stabler entra undercover numa cl�nica de reabilita��o de CHILD MOLESTERS ou de RAPISTS e acaba por incitar um deles a voltar a praticar seu ��ltimo crime�. A cena � expl�cita e chocante. A ponto tal de cumplicidade que os dois saem para �ca�ar�, que o criminoso pega no pau do Stabler para ver se est� duro e �entrega� a menina de �presente� para o detetive.</p>
<p>A menina amarrada e jogada no fundo de uma Van� (cena realista e chocante de ver na TV). At� o discurso eloq�ente do molestador de COMO a nossa sociedade, com seus outdoors, billboards. campanhas TODAS ORIENTADAS PARA E PELO SEXO, pra tudo que � lado, bocas virtuais nos beijando, pernas femininas se abrindo, saltos alt�ssimos tipo �fuck me�, bucetas falantes, tudo isso para levantar pau de homem e vender desde carro ate sab�o! Ou m�quinas de caf� expresso!</p>
<p>Como curar um molestador numa sociedade orientada para o sexo, tudo criado em ag�ncias de propaganda da Madison Avenue?</p>
<p>Ora, n�o sou trouxa. J� usei drogas como a coca pra sentir �sexo� e quebrar tabus. N�o sou imbecil e muito menos hip�crita. N�o poso de santo. Mas existe uma coisa que n�o pode ser quebrada: o trauma de se abusar de uma crian�a! �Traum�, em alem�o, � sonho. Trauma, em alem�o, � exatamente o mesmo. Uma letra, uma diferen�a. A mesma diferen�a que a idade traz.</p>
<p>Tamb�m n�o sou ing�nuo que temos fantasias. Que rolem! Entre a fantasia, existe o deserto de Saara. Entre praticar essa fantasia existe um sistema jur�dico. Crian�a, viol�ncia e explora��o, jamais!</p>
<p>Numa parte mais light: voc�s leitores, um dia, espero, v�o ter que se acostumar com a diversidade. Sim, ela mesma. Exemplo? T� bom!</p>
<p>Ontem, fui conversar com a Dianne, gerente aqui do Starbucks, na quina da esquina de Ocean Drive com nada, mas quase rua 15. Enorme, branca. E o Benny enorme, negro, ambos do Tennessee. Amantes? N�o. Provavelmente gostam do mesmo sexo. Nos demos bem na hora. N�o sei o que � que CLICA! Um sorriso, a �atitude�: nos confessamos uns pros outros em quest�o de segundos.</p>
<p>Disse, em quest�o de segundos (e me peguei fazendo justamente aquilo que odeio que fa�am comigo). Eu DEMANDAVA que viessem � Nova York. E dizia: �COMO? Voc�s n�o conhecem Nova York?� Dianne respondia: Somos de Nashville e achei essa �bolha de liberdade� aqui em South Beach. Ela, assim como eu, � filha da contra cultura dos anos 60, anti-Vietnam, anti-tudo. Continuamos assim. De que tribo somos? Nos termos de John Hemingway, somos de uma �Estranha Tribo�. John, ali�s, � daqui, de Miami.
Era n�tido, ali�s, como Dianne e eu nos comovemos com o encontro: �s 5 da tarde de hoje, domingo, ter� mais!</p>
<p>Os amigos podem divergir em tudo. No entanto, existe um cora��o, porque somos movidos e comovidos por ele. O intelecto produz alguns obst�culos, assim como produz lareiras, assim como produz vaidades, assim como produz poesia concreta, assim como produz os sil�ncios nas pe�as de Harold Pinter, assim como produz o n�o dito, que foi como comecei o artigo.</p>
<p>Nos � permitido brincar! Logo ali adiante uma brincadeirinha de mau gosto. Claro que de mau Gosto!</p>
<p>N�o endosso o cap�tulo �CRUELDADE�, assim como n�o endossso muitos ovos que j� fritei, assim como n�o endosso muitos camar�es que j� assei, como n�o endosso muita coisa que j� fiz. Mas fiz. Se um dia me puserem na Cadeira do Ju�zo Final ou na cadeira de madeira no Tribunal de Nurenberg, vai sair muita, muita, muita sujeira. Mas esse sou eu HOJE!</p>
<p>E isso, muito imbecil por a� n�o parece entender.</p>
<p>Quando chamam Reinaldo Azevedo de �reacion�rio� deveriam dar uma bela olhada no espelho e dar uma repensada no termo e em suas pobres vidas e em suas roucas vozes! Rea�a? Ha! N�o me fa�am rir!</p>
<p>CRUELDADE (eu escrevi, pensei, mas n�o endosso)</p>
<p>Parado, ontem, tamb�m no meio da fauna entre m�sculos e musculosos, eu observava o movimento dos traficantes e de las puchas. De repente vem uma surda e me deposita uma placa na mesa: I�m deaf (sou surda).</p>
<p>Respondo: Good. You don�t need to hear all this horrible noise all around you! (Que bom. Voc� n�o precisa ouvir esse barulho horr�vel ao redor de voc�)</p>
<p>Penso em outras possibilidades:</p>
<p>Um Cego: �TIMO! Voc� n�o precisa ver essa escrotalha que anda por a�!</p>
<p>MUDO: Maravilha: um a menos pra falar merda.</p>
<p>Paral�tico: Sorte sua! N�o precisa se preocupar em �malhar�, em se preocupar com �gordurinha localizada�!</p>
<p>Confesso uma coisa: quem �exige� que eu seja de um lugar s�, � porque tem medo do mundo. Bobagem! O mundo � habitado por seres humanos. Eles s�o t�o bons ou ruins quantos esses a�, da tua rua. Mas as diferentes culturas e costumes s�o interessantes e quem tem medo de conhec�-las, morrer� pobre de esp�rito! Mas uma coisa � certa, medo da morte eu tenho. Medo daqueles que me impedem de viver a vida eu tenho. Da vida, jamais!</p>
<p>Gerald Thomas, South Beach � Miami (100 crian�as ser�o abduzidas nessa cidade hoje e ningu�m far� nada!)</p>
<p>Domingo, mais uma etapa!</p>
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