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<title>Gerald Thomas &amp; Dry Opera Company</title>
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<p><strong>Gerald Thomas</strong></p>
<p>New York, March 23, 2009</p>
<p>FOLHA DE S. PAULO - ILUSTRADA</p>

<h1><strong>N�o Seja Marginal Para N�o Ser Her�i</strong></h1>
<p>Como � f�cil ir para Times Square e colocar a l�ngua de fora para ridicularizar o "TEATR�O". Fac�limo. Coisa que Alice Cooper e todos n�s, do La MaMa e da Off Off Broadway, j� fazemos h� mil�nios. Por isso nosso movimento se chama "off off".</p>

<p>Agora, � preciso entender de onde vem aquilo que se chama de Broadway Musicals. O Musical da Broadway nasceu de um movimento americano que visava quebrar com a est�tica da �pera Europ�ia. Aquelas Arias longas e est�ticas cantadas pelos obesos por horas a fio num idioma que ningu�m entendia. A Broadway, em primeiro lugar, popularizou isso tudo.</p>

<p>O Sapateado vem de um movimento 'paup�rrimo' negro. Tap dancing foi e ainda � uma das mais originais formas de express�o de milhares de pessoas. E � bel�ssimo! Quando bem feito � simplesmente bel�ssimo. De chorar. Claro, a Broadway incorpora tap dancing, jazz, canto, teatro falado, cen�rios gigantescos, est�rias e hist�rias, fic�es e adapta�es, orquestras e pequenas bandas que numa soma geral das coisas formam um grupo de teatros que se aglomeram em torno dessa pra�a, a Times Square.</p> 

<p>Ora, quem tanto preza o Carnaval e a carnavaliza��o das coisas deveria entender uma coisa: O Samb�dromo no Rio custou MILH�ES. Quando o Brizola encomendou ao Niemeyer aquele monstro de concreto, algu�m ali foi "marginal"? Quando as mulatas desfilam pros turistas nos camarotes (que vem em vans protegidas dos hot�is da orla) e o LUXO EXAGERADO dos carros aleg�ricos� aquilo � o qu�? Marginal?</p>

<p>N�o sejamos ing�nuos. Aquilo � a Broadway Brasileira! N�o se rebelou contra nada europeu. Mas se construiu um folclore em cima do que existia e CRESCEU vertiginosamente e COMERCIALMENTE e, pimba! E quem h� de negar que aquilo � lindo, deslumbrante, etc.? Eu sou o primeiro a chorar quando a Mangueira desfila, mesmo aqui de NY, sinto a vibra��o da Esta��o Primeira, aquela que eu subia quando adolescente com o Helio Oiticica e mais tarde com o Ivo Meirelles.</p>

<p>Ora, esses s�o os nossos mundos. Ningu�m deve zombar deles. Principalmente algu�m de teatro! Mas teatro? O que vem a ser isso?</p>

<p>Para alguns � uma quest�o meramente financeira. Para outros � uma quest�o de alma. Para outros � uma necessidade f�sica. Ainda tem aquele que o pratica por um amor definitivo e qu�mico-dependente. E uma parte pequena dele � composta pelos atores ca�a n�queis televisivos (esses sim) que acabam com tudo. Mas a maioria de quem pratica o faz por ser uma arte genuinamente franca e francamente CONTRA o Status Quo, porque � no palco que ainda se pode dizer tudo que se quer, com o lirismo que se quer, com o tempo que se quer, no tempo/espa�o que se quer, na clausura e no liebestod que se quer.</p>

<p>O Teatro, assim como o Samb�dromo (vazios), n�o � a representa��o de nada, necessariamente. Mas preenchidos, viram a interpreta��o do "TUDO" que somos, que fomos e, principalmente, daquilo que N�O fomos e que N�O somos. Isso torna o teatro uma somat�ria (um terreno) um tanto quanto "despido" (no bom sentido) daquilo que tememos ser quando n�o temos a coragem de nos olharmos no espelho.</p>

<p>A grande massa n�o quer saber das grandes quest�es. Isso eu notei no post sobre o Z� Celso e o Marcelo Drummond passando aqui por NY. Ningu�m se interessou. Fodam-se! Se preferirem se dopar com a "noticia do dia" ou com m�sica alta nos iPods e iPhones e in-Ter-net, e digitar textos rid�culos em telefones celulares que nada significam, problema de voc�s. Mas nada tem a ver com sermos marginais para sermos her�is! O marginal de hoje � uma merda. � um marginal que n�o sabe quem foi Genet, � um marginal que n�o sabe nada sobre 1968, � um marginal que n�o quer completar seus 30 anos! Preferem ter 10000 canais em suas televis�es (o que � o mesmo que n�o ter nenhum!). Esses est�o concubinatos com a matan�a geral da arte! E para aqueles que acreditam que meter a l�ngua de fora, como se fosse a Serpente do Pecado (ha ha), n�o me fa�am rir, eles sim, est�o matando algo fr�gil: a arte das artes!</p>

<p>Mesmo assim o teatro sobreviver� atrav�s das coisas que s�o GRANDES demais para serem percebidas ou PEQUENAS demais para serem notadas.</p>

<p>GERALD THOMAS � autor e diretor teatral</p>



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Anon7 - 2021